fevereiro 20, 2011

Pegada Ecológica

 


expressão Pegada Ecológica, em inglês ecological footprint, refere-se à quantidade
de “planetas” que seria necessária para nos sustentar.
Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos.
O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da natureza.
A Pegada Ecológica é uma estimativa que nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer e renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos em todos esses anos.

Seu estilo de vida diz tudo:

 Qual a relação entre o seu cotidiano e o meio ambiente?

Alimentação A alimentação é um item muito importante da nossa qualidade de vida, mas, além disso, uma dieta natural e equilibrada é bastante favorável à preservação dos ambientes.
Por trás do consumo de alimentos está o impacto ambiental causado pelo uso de agrotóxicos, desmatamento de florestas nativas para a plantação de monoculturas, queimadas dos resíduos da agricultura, entre outros.
A falta de informação no momento em que escolhemos o que levar à mesa e o desperdiço acarreta a uma exploração irracional dos recursos do planeta. Lembre-se de que não faltam alimentos no mundo e sim uma distribuição mais justa. 
Água
Todos os dias você escova os dentes, toma banho, lava as mãos, faz comida, lava a louça e a roupa, utiliza a descarga.
Você já pensou o quanto tudo isso consome de água por dia?
Você já parou para pensar o que aconteceria se todos no planeta agissem como você?
 
Energia elétrica
Diariamente, você faz funcionar quase que inconscientemente luzes e eletrodomésticos como chuveiros, computadores, microondas etc. Também ouve música ou notícias no rádio, assiste a programas de TV, lava e seca roupas em máquinas, usa elevadores, escadas rolantes, ar condicionado. Você já pensou quanto tudo isso “custa” ao meio ambiente?

No Brasil, apesar do grande potencial eólico e solar, a maior parte (97%) da energia que consumimos é elétrica produzida por hidroelétricas, que exigem para seu funcionamento a construção de grandes barragens.
Consumo e descarte
Quanto mais consumimos, mais lixo produzimos. Os resíduos naturais, ou matéria orgânica, podem ser inteiramente absorvidos pela natureza, mas materiais como o plástico, metal, borracha e outros não podem ser eliminados da mesma forma. Eles levam milhares de anos para se desfazer no ambiente. Mas você pode contribuir (e muito!) se separar e reciclar os materiais descartados. 

Quanto você se desloca por dia? De que forma? Carro, ônibus, trem, metrô, a pé ou de bicicleta?
A maioria dos meios de transporte que utilizamos em nosso cotidiano utiliza combustíveis fósseis, como o diesel e a gasolina. Por isso, um transporte sustentável tem de transportar o máximo de pessoas possível gastando o mínimo de combustível.
Ficou curioso?
 
Para assegurar a existência das condições favoráveis à vida precisamos viver de acordo com a “capacidade” do planeta, ou seja, de acordo com o que a Terra pode nos fornecer.

Avaliar até que ponto o nosso impacto já ultrapassou o limite é essencial, pois só assim poderemos saber se vivemos de forma sustentável.
 
 Faça o teste e calcule o seu impacto sobre o planeta.

Codex de Dresden

 

Codex de Dresden


 Os livros produzidos pela civilização sul-americana maia mostram a sofisticação de sua cultura, e têm uma estreita relação com o trabalho de pintores japoneses.


Clarice Lispector: “A palavra é uma isca para pegar aquilo que é ‘não-palavra’ e
quando conseguimos, a palavra cumpriu sua missão...”

outubro 08, 2010

Akatu, HP e Canal Futura lançam série de animação Consciente Coletivo


A iniciativa pretende estimular, entre os telespectadores, reflexões sobre seu poder como consumidor para a construção de um mundo mais sustentável, mostrando como hábitos de consumo saudáveis e conscientes de cada um, podem melhorar os impactos no meio ambiente, na economia e na sociedade. A série, que é dirigida principalmente a crianças e jovens. Entre os temas abordados na campanha estão a sustentabilidade, as mudanças climáticas, o consumo de água e energia, o protagonismo, o estilo de vida, entre outros.


Precisamos pensar no quanto o consumo consciente poderá fazer diferença na realidade em que vivemos. Com ações cotidianas, concretas e voluntárias de consumo consciente permitiriam a qualquer pessoa contribuir para a preservação do meio ambiente e melhorar a qualidade de vida de todos. Um amplo despertar de consciências para esta nova realidade é um dos desafios da humanidade.

outubro 05, 2010

setembro 17, 2010

Todos os especialistas fazem coro ao dizer que a consciência do consumo leva a uma atuação ambientalmente responsável.


Ensine sua família a calcular o consumo de energia
Todos os especialistas fazem coro ao dizer que a consciência do consumo leva a uma atuação ambientalmente responsável. Isso significa um planeta melhor e, quase sempre, economia no bolso.
Para isso é preciso ter no dia a dia a mesma atitude que se tem ao fazer o controle do orçamento familiar. A conta do consumo de energia elétrica não deve ser tratada diferentemente da que se faz com a do supermercado, da escola ou dos gastos com o carro.
Uma maneira simples e divertida de começar esse controle é entender como o consumo de energia pode ser melhor administrado no seu dia a dia e não apenas quando chega a conta de luz, no mês seguinte.
Para chegar a esse cálculo você precisa de quatro passos:
1.     Pegar a potência de um aparelho elétrico (esse número, em watts, vem no próprio aparelho ou em seus manuais).
2.     Dividir essa potência (P) por 1.000.
3.     Multiplicar pelo tempo em que o aparelho ficou ligado (T).
4.     Multiplicar pelo custo do kWh de sua concessionária de energia. A conta de luz traz o valor do kWh (kilowatt/hora).
Resumidamente, você terá P (potência) dividido por 1.000 vezes T (tempo). O resultado deverá ser multiplicado pelo valor do kWh.
Exemplo prático: o chuveiro. Uma média de potência é 5.000 watts. No caso de um banho de 20 minutos, a conta será: P (5.000 dividido por 1.000 = 5) multiplicado por T (tempo, que foi 20 minutos por dia x 30 dias = 600 minutos, ou 10 horas). Então, basta multiplicar 5 por 10 horas = 50. Aí multiplique pelo valor do kWh de sua conta (exemplo, R$ 0,30). Só com o banho o gasto será de R$ 15 por mês.
Pense numa casa de quatro pessoas. A conta pula para R$ 60 reais apenas com o chuveiro (fora os impostos que são cobrados em cima do valor da conta). Assim, se o banho for cortado para 10 minutos por dia, uma casa de quatro pessoas deixará de gastar R$ 360 por ano apenas no banho. Dá para economizar em todo o resto. E o planeta lucrará também. 
Andrés Bruzzone Comunicação

Banho relâmpago
Banho é bom, mas banho quente gasta uma energia...Nesses tempos de racionamento, o chuveiro elétrico é o maior vilão da sua casa. O malvado "devora" energia como se fosse pipoca: ligado diariamente por uma 1 hora ele acrescenta 105 kWh na sua conta de luz no fim do mês!
Então, vamos dar uma enxugada no chuveiro: sete minutos de banho dá e sobra para você ficar brilhando.

junho 13, 2010

Um hotel feito de lixo retirado do mar

Um hotel feito de lixo retirado do mar

Foi inaugurado na semana passada, na cidade Roma, na Itália, o primeiro hotel do mundo feito totalmente com lixo. E nem estamos falando de “material reciclado”, não. É lixo mesmo.
Os objetos - que incluem brinquedos, embalagens, pneus e restos de todo tipo de objeto doméstico - foram retirados de praias da Europa e desinfetados.
O objetivo dos donos do hotel é mostrar o quanto de lixo é jogado fora e o que fica poluindo a natureza. O projeto é parte de uma campanha para aumentar a conscientização do público sobre a poluição nas praias.
O hotel usou 12 mil quilos de lixo.

Confira um vídeo produzido pela BBC.

Primeiro motel ecológico do Brasil


Todos aqueles conceitos ecológicos que a gente conhece e que os engenheiros e arquitetos fazem questão de destacar em suas obras também devem ser levados em conta quando o assunto é sexo. Certo? Certíssimo.
O grupo Uau Eu Sou Vip anunciou esta semana que vai inaugurar nos próximos dias o primeiro motel ecológico do Brasil, com eficiência energética, uso racional da água, preferência por materiais ecologicamente corretos e preservação ambiental desde a concepção até… bem, até o atendimento aos clientes.
O investimento é de R$ 3 milhões. O grupo escolheu a cidade de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. O motel vai se chamar Vitara.
O local tem um reservatório de retenção da água da chuva de onde é reutilizada para a lavagem de áreas externas do motel, garagens e jardins. O solo que cobre a área externa do motel é totalmente permeável.
Os 42 quartos tem economizadores de energia, acionados com um cartão magnético pelo cliente. As descargas são econômicas e dispendem uma quantidade de água de acordo com as necessidades dos hóspedes.
O ar condicionado é de baixo consumo e a carga de gás -ecológico 410A- não agride o meio ambiente. A iluminação foi toda projetada para gastar o mínimo de energia possível, já que as lâmpadas – led e eletrônica - também são todas de baixo consumo.
O lixo é separado e reciclado. Piscinas, duchas e hidromassagens são aquecidas com energia solar e trocadores de calor, diminuindo assim o impacto ao meio ambiente.
A decoração dos apartamentos remete para assuntos relacionados à natureza e boa parte dos pisos tem certificação ecológica. Toda madeira utilizada no mobiliário é de reflorestamento e também tem certificação.
Ah, os valores das diárias estáo prvistas para algo entre R$ 98,00 a R$ 650,00.

Consumidor brasileiro cada vez mais "verde"


Você se preocupa com o meio ambiente na hora de fazer compras? A pesquisa “Observador 2010″, divulgada na semana passada, mostrou uma tendência cada vez mais forte entre os consumidores brasileiros: a de que a população quer alimentos mais saudáveis, produtos que não prejudiquem a natureza e, se for possível, processos que certifiquem que a indústria não afeta o equilíbrio ambiental.
São os “produtos verdes”, cada vez mais enraizados na memória de compra dos consumidores do País.
Segundo a pesquisa (confira a íngegra aqui), 24% da população brasileira se diz consciente ou comprometida com ações compatíveis com consumo consciente. Claro que, na maioria das avaliações, o preço ainda é um critério fundamental na hora da compra. Mas há uma  tendência de crescimento em relação aos produtos verdes.
O levantamento aponta, também, que a maioria da população costuma usar o verso das folhas de papel, planeja a compra de alimentos para evitar desperdício, separa o lixo para reciclagem, fecha a torneira enquanto escova os dentes e desliga lâmpadas em ambientes desocupados.
E você? Se considera um consumidor consciente?

Quem são os maiores interessados? Código Florestal

 Os políticos responsáveis por definir as mudanças nos limites de desmatamento no país possuem juntos o equivalente a 40% da área da cidade de São Paulo, em terras. Como integrantes das comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, uma de suas principais decisões para 2009 será a definição das mudanças no Código Florestal. Após alteração feita em 2001, o código reduziu para 20% o limite de desmatamento de propriedades localizadas na Amazônia Legal. Um decreto editado pelo presidente Lula, em 2008, estabeleceu que até o final deste ano, donos de propriedades que não respeitarem os limites de reserva legal começarão a ser punidos. Como o prazo vence dentro de alguns meses, os ruralistas integrantes das comissões têm pressa em definir novas regras para o Código. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, que contabilizou o total de terras pertencentes aos deputados e senadores, só foram consideradas as propriedades que tiveram tamanho detalhado nas declarações apresentadas por eles. Ainda segundo a reportagem, entre as empresas que mais contribuíram para as campanhas de integrantes das bancadas estão os frigoríficos Friboi e Marfrig e as produtoras de insumos Ultrafértil, Nortox e Bunge.

Fonte: Folha de São Paulo/ março/2009

Os pontos polêmicos da discussão sobre as mudanças no Código Florestal

 
  Confira os pontos polêmicos da proposta em debate no Congresso Nacional.
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
Como é hoje - A lei protege no mínimo 30 metros nas margens dos rios, áreas de encosta e topos de morros e as várzeas, sem distinção entre pequenas e grandes propriedades. Quem desmatou, tem de recompor.
O que mudaria com o projeto - A proteção mínima cairia para 7,5 metros nas margens dos rios e os Estados poderão decidir também sobre a conveniência de plantar em encostas e topos de morros e dispensar a recomposição de área considerada consolidada. As várzeas deixariam de ser consideradas áreas de proteção permanente e poderiam ser desmatadas em decorrência de empreendimento, quando não houver alternativa técnica. Áreas de proteção permanente podem ser descontadas do cálculo da reserva legal.
RESERVA LEGAL
Como é hoje - Produtores são obrigados a manter a vegetação nativa em pelo menos 20% das propriedades; na floresta amazônica, o percentual vai a 80%. A recomposição deve ser feita com espécies nativas
O que mudaria com o projeto - As propriedades de até quatro módulos (varia de município para município)não precisariam ter reserva, que só conta na parcela das demais propriedades que excederam quatro módulos. As áreas de cerrado na Amazônia poderiam ter reduzida a proteção para 20% da propriedade, o cerrado teria 30% e a o percentual da mata atlântica seria de 20%.
REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL
Como é hoje - Quem não registrou reserva legal e desmatou áreas de proteção permanente está sujeito a multas e embargo da produção.
O que mudaria com o projeto - Os Estados teriam cinco anos para definir programas de regularização ambiental e poderão desobrigar desmatadores a recompor área abatida até julho de 2008. A recuperação da reserva legal pode ser feita com espécies exóticas intercaladas a nativas.

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