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maio 09, 2010

A criação de gado devasta imensas áreas verdes naturais.

 O homem provoca desequilíbrio na Natureza ao alterar processos evolutivos normais de animais e vegetais. A demanda por carne barata é uma das principais causas da destruição das florestas tropicais e outras florestas em todo o mundo. Isto contribui para a extinção das espécies e para a desertificação, além da poluição causada pelo dióxido de carbono. 

Estudos recentes realizados nos Estados Unidos revelam que o rebanho bovino é responsável por pelo menos 12% do gás metano (uma das substâncias que mais influenciam no aumento da temperatura no planeta – efeito estufa) liberado para o meio ambiente. A industria da carne é um dos agentes mais poluentes e que mais consomem água. O solo fértil também sofre com a criação de gado, que é uma das causas de seu esgotamento. Segundo o Worldwatch Institute, “alimentar a população mundial atual com uma dieta baseada no estilo americano requereria 2% vezes a quantidade de grãos produzidos no mundo para todos os fins. Um mundo futuro de 8 a 14 bilhões de pessoas alimentando-se com a ração americana de 220 gramas diários de carne gerada a partir do consumo de grãos não passa de um vôo da fantasia”.
OS FATOS
Número de pessoas que poderiam ser nutridas usando a terra, a água e a energia liberadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne em 10%: 100.000.000
Quantidade, em quilos, de grãos e soja usados para produzir um quilo de alimento a partir de: carne de gado 7,2kg, porco 2,7kg, galinha/ovo 1,3kg.
Nutrientes desperdiçados para obter proteína animal alimentando gado com grãos e soja: proteína 90%, carboidratos 99%, fibras 100%.
Número de pessoas que seriam alimentadas com cereais usados para gerar 225g de carne: 40.
Quantidade de terra boa no mundo destinada a pastagens para o gado: metade
Produtos comestíveis que podem ser produzidos em 1 hectare de terra boa em quilos: feijão11.200kg, maçã 22.400kg, cenoura 34.900kg, batata 44.800kg, tomate 56.000kg, carne 280kg.
Quantidade de soja cultivada nos Estados Unidos consumida pelo gado: 90%
Quantidade de milho cultivado no Brasil consumido pelos animais de criação: 90%
Quantidade total de grãos produzidos nos Estados Unidos consumidos pelo gado: 70%.
Quantidade da colheita mundial de grãos consumida pelo gado nos anos oitenta: metade
Quantidade total de energia gasta na agricultura dos Estados Unidos destinada a criação de gado: quase a metade.
Atividade responsável por mais de metade de toda a água consumida para todos os fins nos Estados Unidos: criação de gado.
Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 quilo de tomate 39, trigo 42, leite 222, ovos 932, frango 1.397, porco 2794, boi 8.938.
Taxa atual da extinção das espécies devido à destruição das florestas tropicais e seus hábitats para ceder espaço para a criação de gado: 1.000/ano
Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto
(Dados retirados, em boa medida, de: Our Food Our World, EarthSave Foundation, Santa Cruz).
ÉTICAS
Do ponto de vista ético a carne em nossa mesa implica em crueldade com os animais, bem como com o próprio ser humano, uma vez que sua produção é antieconômica e a quantidade de alimento produzido em uma mesma extensão de terra é muito menor do que quando dedicada a lavoura. Portanto, em um mundo onde a fome ainda é uma REALIDADE para grande parte da família humana, torna-se, o comer carne, um hábito suntuoso, totalmente inaceitável.
CURIOSIDADES
Os animais mais fortes da terra, tais como os elefantes, os gorilas, os cavalos e os bois, são todos vegetarianos.
Os vegetarianos conquistam recordes atléticos.
Único atleta a vencer o triatlo no Ironman mais de duas vezes: Dave Scott (venceu 6 vezes), um vegetariano.
Milhões de pessoas na Índia, e em outros países, vivem, desenvolvem-se e multiplicam-se há milhares de anos sem provar carne de espécie alguma.
Os únicos animais que vivem mais do que o homem, as tartarugas gigantes de Galápagos e das Ilhas Seychelle, são vegetarianos.
O mamífero que tem vida mais longa, além do homem, é o elefante, um vegetariano.
Os papagaios, que detém o recorde de longevidade entre os pássaros, são vegetarianos.
Os parentes mais próximos do homem, os grandes macacos, são vegetarianos.
Os vegetarianos têm descontos no seguro de vida na Inglaterra.
Na Inglaterra, as escolas oferecem a opção de refeições vegetarianas.
Mais de dez por cento da população inglesa é vegetariana.
A cada semana cerca de 2.000 ingleses viram vegetarianos.
Nos Estados Unidos, açougueiros não podem participar de júris criminais.
Os países que mais consomem laticínios apresentam os índices mais altos de osteoporose. – Os habitantes de Vilcabamba, Equador, vivem freqüentemente mais de cem anos: eles comem menos de 30 gramas de carne por semana.
PONTO DE VISTA
“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade.”
Albert Einstein
“O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã, e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.”
Buda
“Ser vegetariano é discordar: discordar do curso que as coisas tomaram hoje. Fome, crueldade, desperdício, guerras – precisamos nos posicionar contra estas coisas. O vegetarianismo é minha forma de me posicionar.”
Isaac Bashevis Singer
Maily Winckler, socióloga, tradutora, é Secretária Regional para América Latina da União Vegetariana Internacional (IVU), com sede na Inglaterra.
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Aqui vão alguns conceitos de dietas que excluem a carne vermelha. Antes de aderir a um deles procure um médico ou nutricionista para ajudar na composição de sua dieta. E lembre-se, alimentos integrais e orgânicos são infinitamente mais saudáveis e saborosos.
O ovolactovegetarianismo é uma dieta composta por alimentos de origem vegetal, ovos, leite e derivados deles. Os que seguem o ovolactovegetarianismo não comem qualquer tipo de carne.
O semivegetarianismo é considerada a dieta do indivíduo que come carne (geralmente branca) em menos de três refeições por semana. Esse grupo não é vegetariano. Há também outras definições, como a prática de uma dieta em que se retira da alimentação alguns tipos de carne, sobretudo a vermelha, não havendo impedimento estrito ao consumo de peixes, aves de capoeira, leite, ovos, e derivados destes produtos, embora muitas vezes mesmo esses produtos sejam evitados.
O lactovegetarianismo é uma dieta composta por alimentos de origem vegetal, leite e seus derivados. Os que a seguem não comem ovos nem qualquer tipo de carne.
O ovovegetarianismo é uma dieta composta apenas por alimentos de origem vegetal e ovos. Os que seguem esta dieta não comem, assim, qualquer tipo de carnes ou laticínios.
O crudivorismo é um tipo de dieta vegetariana restrita, ou seja, o indivíduo não consome nada de origem animal, e além disso, seus alimentos não são cozidos.
Nessa dieta, nada pode ser preparado ao fogo, por acreditarem que este tipo de preparação causa perda de nutrientes. Não quer dizer, necessariamente, que se comam apenas alimentos crus. Existem processos de preparação que não causam perda de nutrientes, como a desidratação dos alimentos.
A alimentação crudívora, também chamada de “alimentação viva” ou “comida viva”, é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, frutos frescos e secos (hidratados), vegetais, sementes, grãos germinados como o germe de trigo e algas, ricos em enzimas e nutrientes. Os quais têm toda a vitalidade nutricional necessária para uma vida saudável.
Frugivorismo é uma forma mais restrita de dieta vegetariana, em que se ingerem apenas frutas. Como em outras dietas, algumas pessoas se consideram frugívoras mesmo não tendo uma dieta constituída apenas por frutos. As razões para isso podem ser porque ainda estão a caminho da dieta total ou por considerarem que o estágio atingido já é o suficiente. Enquanto a ingestão de frutos de uma pessoa representar a maior parte de sua alimentação, ela pode ser considerada (parcialmente) frugívora.

Fonte: Wikipédia.ogr

PIRÂMIDE DA DIETA VEGETARIANA

SAÚDE
Do ponto de vista da saúde o regime vegetariano é amplamente favorável. Segundo a Dra. Jacqueline André (André, 1990), o consumo excessivo de carne é nocivo por muitas razões:
A carne e rica em gorduras, favorecendo a ateromatose e o infarto do miocárdio, os cânceres colorretais e a obesidade.
O fato de ser rica em colesterol faz dela uma causa de cânceres hormonodependentes (mama, próstata, útero). Seu alto teor de protídeos pode torná-la um fator de insuficiência renal. Além disso, o cozimento prolongado ou sob altas temperaturas de suas proteínas provoca a formação de agentes mutagênicos, que podem iniciar um câncer.
O fato de ser rica em ácidos nucléicos faz dela um fator de cálculos urinários, hiperuricemias e gota.
Os resíduos de antibióticos nela contidos podem, muito freqüentemente, causar alergias.
Os antibióticos, de cujo uso (veterinário ou a título de aditivos alimentares) a preparação industrial da carne necessita, são um fator de resistências transferíveis.
A rápida impressão de saciedade que sua ingestão provoca pode levar o consumidor a reduzir exageradamente a porção de fibras vegetais em sua ração alimentar, o que é, sobretudo, um fator de constipação, de diabete e de cânceres colorretais.
Aquele que retira o essencial de suas proteínas da carne freqüentemente negligencia o consumo de leguminosas; disso podem resultar carências de magnésio, responsáveis principalmente por distúrbios do ritmo cardíaco, depressões nervosas e oxalato na urina.

Vegetarianismo contra o aquecimento global


Atualmente muitas pessoas falam sobre aquecimento global. Infelizmente nem sempre abordado pelos meios de comunicação como deveria. Porém, serei um tanto otimista em dizer que ao menos vem sendo muito mais debatido e que mais pessoas buscam saber o que podem fazer para reduzirem seu impacto.
Podemos afirmar que, ao adotar e praticar a dieta vegetariana, você está colaborando muito. Não é o suficiente. Todos devem estar atentos e pesquisar para, cada vez mais, praticar ações por uma vida sustentável e cautelosa a fim de minimizar seus efeitos maléficos ao clima, mas o vegetarianismo é uma imensa colaboração pela ótica do consumo responsável, ético e consciente, em diversos aspectos.
Sabemos, com comprovação científica pelo IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas), que o aquecimento global é a conseqüência do uso de recursos naturais de forma exagerada e irresponsável – os gases que prejudicam nosso clima e potencializam o efeito estufa, ocasionando o aquecimento exagerado da Terra, são provenientes das utilizações de bens materiais altamente poluidores e hábitos errôneos, inclusive alimentares, arraigados ao cotidiano dos seres humanos.
No Brasil, a prática que mais libera dióxido de carbono (CO2) – um dos piores gases - é o desmatamento na Amazônia. E por que desmatam? Para plantar soja e outros grãos, a maior parte destinada à ração animal e não à alimentação humana como muitos pensam, para extrair madeira - ilegal em grande quantidade, para carvão e, principalmente, para dar espaço aos bois - a perversa e cruel pecuária. Segundo Gilney Vianna, secretário de políticas para o desenvolvimento sustentável do Ministério do Meio Ambiente, “75% das áreas desmatadas na Amazônia são ocupadas pela pecuária”, onde vivem torturados e infelizes 70 milhões de bois.
Além de acarretar problemas com desmatamento, a pecuária também produz, por meio do processo digestivo dos animais e seus dejetos, outro gás altamente perigoso e danoso ao clima, o metano. Cerca de 35% a 40% vêm da pecuária bovina. Sendo o metano 21 vezes mais prejudicial que o CO2.
Estudo realizado pela ONU - FAO (Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação), diz que o setor pecuário é pior que os transportes para o clima, já que o CO2 liberado na atmosfera é ainda superior ao emitido por carros. Além do dióxido nitroso, que possui poder aquecedor 296 vezes maior que o CO2. Henning Steinfeld, um dos autores deste estudo, o concluiu da seguinte forma: "A pecuária é um dos causadores mais significativos dos problemas ambientais mais sérios da atualidade".
E não para por aí. O relatório também prova que 64% do total de amônia, principal causadora de chuvas ácidas, também vêm da pecuária e prejudica, entre outros, os oceanos – estes que também possuem papel fundamental para a saúde do planeta e estão em processo de degradação pela irresponsabilidade humana. "Os oceanos absorveram 48% do C02 emitido por nós para a atmosfera nos últimos 200 anos", afirma Christopher Sabino, do National Oceanic Atmospheric Administration, autor de um artigo sobre o tema publicado no jornal Science. Vegetarianos também colaboram imensamente para o clima por não alimentarem a indústria pesqueira. Atualmente, 75% dos peixes comercializados vêm da pesca predatória, ameaçando a existência de várias espécies como atum e linguado. Os corais estão se deteriorando pela acidez das águas e, como não poderia ser diferente, pela pesca – especialmente a realizada em águas profundas, a qual chega a destruir corais de centenas de anos. Para que a recuperação das vidas marinhas fosse viável, as águas precisariam estar limpas, o que está cada vez mais distante da realidade. Novamente a dieta vegetariana ganha força, já que uma das grandes causadoras da poluição das águas é a pecuária e, com grande eficiência, a criação de porcos.
Dados da Sociedade Vegetariana Brasileira mostram que uma criação média de porcos produz a mesma quantidade de excrementos quanto uma cidade de 12 mil habitantes. Até reservas subterrâneas de água são contaminadas, como o aqüífero Guarani. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina realizaram um estudo em 2004 e descobriram que o risco de contaminação das águas, vindo do depósito de fezes e urinas da suinocultura, é extremamente preocupante.
O último relatório do IPCC trouxe diversas previsões assustadoras para nosso planeta – como fome, falta de água, inundações e extinções. E, cabe enfatizar, previsões essas para todas as espécies.
Contudo, é momento de nos enxergamos por outra ótica, deixarmos de inferiorizar os outros animais e de supervalorizar o ser humano.
Com bases científicas a favor do planeta, é hora de divulgarmos os benefícios do vegetarianismo como nunca!
 
Por Paula Schuwenck

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